Colóquio de “Encore” nos dias 13 e 14 de abril, em São Paulo

A letra e o saber fazer com lalíngua

O objeto da transmissão da psicanálise determina os modos de sua transmissão. Tendo isso como ponto de partida, como ensinar o que a psicanálise nos ensina, se o inconsciente é um saber-fazer com lalíngua, que concerne tanto à transmissão na psicanálise (o saber fazer do analista e o saber fazer do analisante no tratamento) quanto à transmissão da psicanálise (doutrina e saber textual)? Tudo o que diz respeito à transmissão da psicanálise não estaria, por isso, submetido ao saber fazer com lalíngua? O que se pode escrever a partir do que não cessa de deslizar e produzir equívoco?

Como “lalíngua pode precipitar-se na letra” (Lacan, A Terceira)? Isso coloca, entre outras questões, a da função da letra na psicanálise.

O método de transmissão não poderia desconhecer a distância irredutível entre a singularidade que opera na tratamento e a exposição teórica. Reconhecê-la e fazê-la trabalhar permite retomar a afirmação de Lacan quanto a uma homologia entre o que se infere de uma psicanálise e a obra de arte, além de conduzir a uma reflexão sobre os ensinamentos do dispositivo do passe.

Da “la-land” de Lacan, nos chega sua lalangue, lalíngua, o saber fazer com o inconsciente posto em ato em seu estilo. Tal estilo nos abre um campo cujos pólos situam o que se poderia chamar de um lugar-entre: entre o estilo da transmissão e a transmissão como estilo. O saber fazer com lalíngua aparece nesse jogo e, sobretudo, ao mesmo tempo, nele nos inclui, para que nos viremos com ele, com esse “corpo do simbólico” que é uma das possíveis inflexões da lalíngua.

DOMINGO |DIMANCHE 13.04

MANHÃ |MATIN

09:00

ABERTURA DO COLÓQUIO | OUVERTURE DU COLLOQUE – Sophie Aouillé

09:30 – 11:30

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS| PRESENTATION DES TRAVAUX

MESA I | TABLE RONDE I

Coordenação | Animation : Vania Otero

. Dorothée Murano : “La lettre et le savoir-faire avec lalangue”

. José Guilhermo Milán-Ramos e Mariana Moraes : “Sobre a singularidade e exposição/transmissão teórica”

. Nina Virgínia de A. Leite : “Lalíngua, estilo e transmissão”

11:30 – 12:30

DISCUSSÃO EM GRUPO | DISCUSSION EN GROUPE

12:30 – 14:00

ALMOÇO | DEJEUNER

TARDE|APRES-MIDI

14:00 – 17:00

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS| PRESENTATION DES TRAVAUX

MESA II | TABLE RONDE II

Coordenação | Animation: Andrea Masagão

. Ângela Vorcaro : “Freud e lalíngua”

. Cláudia Lemos : “Lalíngua como ‘materna’e/na transmissão”

. Elisa dos Mares Guia-Menendez : “De l´intransmissible du féminin à l´invention”

. Yann Diener : “Le savoir-faire de la scansion: un savoir-faire avec lalangue”

17:00 – 18:00

DISCUSSÃO EM GRUPO | DISCUSSION EN GROUPE

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SEGUNDA-FEIRA | LUNDI 14.04

MANHÃ | MATIN

09:30 – 11:30

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS| PRESENTATION DES TRAVAUX

MESA III | TABLE RONDE III

Coordenação | Animation : Dominique Simonney

. Ana Vicentini de Azevedo : “Entre lalangue e la-land: algumas questões de estilo”

. Paulo S. de Souza Jr : “O analista e os bárbaros: sobre línguas e fronteiras”

. Simone Wiener : “De la langue de l´Oulipo à l´Ouclipo”

11:30 – 12:30

DISCUSSÃO EM GRUPO | DISCUSSION EN GROUPE

12:30 – 14:00

ALMOÇO | DEJEUNER

TARDE |APRES-MIDI

14:00 – 17:00

APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS| PRESENTATION DES TRAVAUX

MESA IV | TABLE RONDE IV

Coordenação | Animation : Viviane Veras

. Dominique Texier : “De l´enfant parlé au corps de lettres : une transmission litorale”

. Edit Mac Clay : “La mémoire dans la peau. Écritures du signifiant incarné”

. Maria Teresa Lemos : “Lalação e lalíngua: uma articulação clínica”

. Erik Porge : “L´implantation du signifiant dans le corps”

17:00 – 18:00

DISCUSSÃO EM GRUPO | DISCUSSION EN GROUPE

18:00

ENCERRAMENTO | CLOTURE

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LOCAL DO EVENTO | LIEU DE L’EVENEMENT:

Quality Suites Imperial Hall

Rua da Consolação 3555

Jardim Paulista – São Paulo, SP

TAXAS DE INSCRIÇÃO | FRAIS D’INSCRIPTION

Para profissionais | Professionnels en activité : R$300,00

Para estudantes | Etudiants : R$200,00

Contato | Contact: nvirginia@uol.com.br

1 – Fazer depósito no valor correspondente (profissional R$300,00 ou estudante R$200,00) na conta 21427-2, agencia 7078-5 do Banco do Brasil (Nina Virginia de Araujo Leite);

2 – Enviar para este email (nvirginia@uol.com.br) o nome completo, endereço, telefones para contato, informação de que é profissional ou estudante, e comprovante do depósito (conforme item 1).

CURSO: PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA E CLÍNICA CONTEMPORÂNEA – INSTITUTO SEDES SAPIENTIAE – DEPARTAMENTO DE PSICANÁLISE

CURSO: PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA

E CLÍNICA CONTEMPORÂNEA

Código: 145 – aperfeiçoamento

CORPO DOCENTE: Adriana Victorio Morettin, Ana Lúcia Panachão, Ana Maria Siqueira Leal, Helena M. Albuquerque, Márcia de Mello Franco, Mario Pablo Fuks -coordenador, Mania Deweik, Marli Ciriaco Vianna, Nayra Cesaro Penha Ganhito, Renata de Azevedo Caiaffa e professores convidados.

OBJETIVOS: A prática clínica tem nos confrontado com o surgimento constante de novas demandas, entre elas as figuras clínicas que há alguns anos começaram a ser  categorizadas como ‘novas patologias’ pelo discurso médico, amplamente divulgado pela mídia. Este curso aborda estas formas de sofrimento psíquico – que certamente implicam desafios quanto a seu manejo clínico e seu fundamento psicopatológico – como representantes do mal-estar de uma época em suas rápidas e profundas transformações.  Interrogamos em que medida podem ser lidos como variantes das formas clássicas da psicopatologia psicanalítica ou expressar novas formas de produção de subjetividade em sua relação intrínseca com o campo social mais amplo. Evitando reduzir estas figuras clínicas a estruturas invariáveis e estanques, pretendemos  problematizá-las na perspectiva de sua complexidade, através de vários eixos conceituais da psicopatologia psicanalítica e em sua dimensão de “psicopatologia da vida cotidiana” contemporânea.

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Londrina recebe Encontro Vozes do SUS para debater experiências de tratamento do autismo

Realizado pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), evento acontece na sexta-feira, dia 29 de novembro, das 8h às 17h, na Associação Médica de Londrina. O encontro terá a participação do Cismepar , órgão responsável pela rede SUS em 21 municípios.

 

São Paulo, 26 de novembro de 2013 O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza em Londrina (PR), no dia 29 de novembro, o Encontro Vozes do SUS Paraná: “Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil”, que vai debater experiências de tratamento do autismo já realizadas ou em andamento no Brasil, com o objetivo de elaborar propostas de ação na rede pública de saúde. O evento acontece das 8h às 17h, na Associação Médica de Londrina (Av. Harry Prochet, 1055) e a inscrição pode ser feita no local ou no Espaço Escuta (Rua Amador Bueno, 388;  tel 43 3339-4398;  contato@espacoescuta.org.br;espaçoescuta@hotmail.com.

Diante do panorama atual de implantação de políticas públicas dirigidas ao tratamento de pessoas com autismo e ao apoio das  famílias, o MPASP considera importante promover o debate e tirar o melhor da diversidade e da articulação já existentes na rede federal, estadual e municipal. Em junho, em São Paulo (SP), o Movimento promoveu o primeiro Encontro Vozes do SUS, dando início a uma série que pretende viajar por várias cidades do país. Em Londrina, a realização tem o apoio do Consórcio de Saúde Intermunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar), órgão responsável pela rede do SUS em 21 municípios do Paraná, incluindo o Centro Mãe Paranaense, que atende gestantes e bebês em risco. A programação contará com apresentações das especialistas Julieta Jerusalinksy e Maribél de Salles de Melo, em temas como indicadores de risco, Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e o trabalho institucional e intervenção precoce na clínica do autismo.

Para Julieta Jerusalinsky, do MPASP, “é central, no tratamento de bebês, detectar riscos para a constituição psíquica que permitam intervir clinicamente favorecendo a constituição sem fechar diagnósticos. No tratamento de crianças, por sua vez, é central considerar que um diagnóstico na infância não é definitivo, já que a criança está em pleno processo de formação psíquica e orgânica. Por isso a clínica de abordagem psicanalítica, ao apostar nos efeitos da constituição, tem tratado de bebês com traços do espectro e de crianças que chegam com diagnóstico de autismo que, ao longo do tratamento, não só apresentam importantes melhoras mas, em alguns casos, saídas desse quadro”.

 A proposta do MPASP é compartilhar o que o tratamento psicanalítico de pessoas com autismo, na esfera pública e particular, tem ensinado ao longo dos anos. Dessa forma, o Movimento acredita que é possível avançar na implementação de dispositivos públicos de tratamento que considerem a complexidade clínica e social que esse quadro exige, sustentando o diálogo interdisciplinar e a pluralidade de concepções científicas.

 PROGRAMAÇÃO:

8h

Abertura

8h15 às 12h

–      Indicadores de Risco;

–      Intervenção Precoce;

–      TGD e o Trabalho Institucional;

–      Inclusão.

Apresentação: Maribél de Salles de Melo e Equipe do Espaço Escuta – Centro Mãe Paranaense/CISMEPAR

Maribél de Salles é psicóloga, psicanalista, Membro Fundador da Associação Psicanalítica de Curitiba e Espaço Escuta de Londrina, Coordenadora do Ambulatório de Intervenção Precoce: Centro Mãe Paranaense, atua em UTI Neo Natal. Especialista em Transtornos Globais do Desenvolvimento e em Estimulação Precoce.

12h10

Almoço

14h às 17h

–      Movimento Psicanálise e Autismo e Saúde Pública;

–      Intervenção Precoce na Clínica do Autismo.

Apresentação: Julieta Jerusalinsky

Integrante do MPASP, membro do Centro Lydia Coriat e da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), mestre e doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, professora do Cogeae/PUC-SP nos cursos de especialização “Constituição e problemas na infância – abordagem transdisciplinar do bebê, da criança e do adolescente” e “Teoria Psicanalítica”; professora do Centro de Estudos do Lydia Coriat de Porto Alegre nos cursos de especialização “Estimulação Precoce – clínica interdisciplinar com o bebê”, “Psicomotricidade” e “Clínica interdisciplinar dos problemas do desenvolvimento Infantil”. Autora do livro “Enquanto o Futuro não Vem – A Psicanálise na clínica Interdisciplinar com Bebês” (Ágalma, 2002) e “A Criação da Criança – Brincar, gozo e fala entre a Mãe e o Bebê” (Ágalma 2011).

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MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
 instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (Portaria 962, de 22 de maio de 2013).

Para o MPASP, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras
possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais,
partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Permite que os
pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir
das intervenções terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo;
favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho; e
possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam
efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na família
ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado
fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a
remissão de traços de evitação na relação com o outro.

No que se refere à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de
inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de
propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas
regulares.

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Mais informações para a imprensa

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Fábio Scrivano fabio.scrivano@printeccomunicacao.com.br

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MPASP realiza debate sobre detecção e intervenção precoce diante de sinais de sofrimento psíquico

Quanto mais cedo são descobertos sinais de risco e de sofrimento psíquico em bebês, maiores as chances de que as intervenções e as estratégias clínicas colaborem para a não instalação de quadros psicopatológicos. Para compartilhar experiências e conhecimento nessa área, o Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública realiza painel de debates no sábado, 23 de novembro, entre 9h e 12h, em São Paulo.

 

São Paulo, 18 de novembro de 2013 – É possível mudar os rumos do desenvolvimento de um bebê em sofrimento psíquico? Como intervir com cuidado e consistência em situações de risco para o bebê e seus pais? Essas e outras questões centrais ao desafio de enfrentar o aumento no número de casos de pessoas com sofrimento psíquico atualmente, incluindo autismo, estarão em debate no painel que o Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza sábado, 23 de novembro, com o tema “Detecção precoce de risco e sofrimento psíquico: possíveis intervenções”. O evento acontece entre 9h e 12h, no Anfiteatro Jandira Masur da Unifesp, em São Paulo (Rua Botucatu, 862, Edifício dos Anfiteatros, 1º andar). A inscrição pode ser feita pelo email contatompasp@gmail.com.

Entre outros pontos, o evento destacará como o acompanhamento de inúmeros bebês e suas famílias por uma rede de cuidados iniciais, incluindo os cuidados do psicanalista, tem demonstrado como se pode  favorecer vias alternativas e singulares tanto para o desenvolvimento físico – em momento de maior maleabilidade neural – quanto para a construção psíquica em situações de vulnerabilidade.

Segundo Eloísa Lacerda, da Clínica Interdisciplinar do Laço, e Maria Eugênia Pesaro, do Lugar de Vida, ambas integrantes do MPASP e responsáveis pela coordenação da mesa, “a experiência da psicanálise demonstra que a detecção precoce de sofrimento físico e psíquico pode ser fundamental tanto para a organização do vínculo mãe-pai-bebê quanto para a promoção da saúde não só da pequena criança mas da família, com efeitos importantes para toda a vida. É a isso que chamamos de prevenção, quando podemos oferecer ao bebê e a seus pais cuidados por meio da escuta atenta e do acolhimento do psicanalista. Os objetivos do encontro são refletir sobre iniciativas em andamento neste campo e debater ideias, dispositivos clínicos e educacionais, formas de trabalho e propostas que possam ser revertidas em ações de saúde na comunidade”.

O encontro do MPASP dá sequência à série “Temas cruciais do autismo, psicanálise e saúde pública”, na qual foram ouvidos profissionais que trabalham com pessoas com autismo em todo o país, em diversas instituições da rede pública e privada, a fim de compartilhar o trabalho clínico realizado e as intervenções possíveis.

A mesa do painel de debates terá como expositores os especialistas:

1)    Claudia Mascarenhas Fernandes – Doutora em psicologia clínica pela USP; especialista em psicopatologia do bebê pela Universidade Paris-Nord; Membro (fundadora) do Instituto Viva Infância, do Espaço Moebius de Psicanálise e da WAIHM (World Association Infant Health Mental).

Tema: “Pre-Aut: exemplos de experiências de uso – Capsinho Campina Grande”. Relato do caminho da psicanálise em intenção até a sua prática em extensão, na atenção aos primeiros anos de vida. Se no atendimento clínico, o trabalho com os bebês ou crianças que não falam, precisa ser tão delicado por buscar a singularidade e o caráter subjetivo da fala, a contribuição da psicanálise no âmbito social é conseguir transitar entre o geral e o singular. Pretende-se mostrar esse trânsito a partir de experiências concretas de como a psicanálise tem ferramentas para colaborar, na detecção precoce, com programas de políticas públicas.

 2)    Leda Mariza Fischer Bernardino – Analista Membro da Associação Psicanalítica de Curitiba e do Grupo Nacional da Pesquisa IRDI; pesquisadora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Tema“A construção e o uso do protocolo IRDI: uma iniciativa pioneira em detecção precoce de riscos psíquicos no Brasil a partir da psicanálise”.

O protocolo IRDI resultou de uma iniciativa pioneira de articulação entre psicanálise, pesquisa e saúde pública. O IRDI é um protocolo que foi validado para uso pediátrico para que o médico acompanhe o desenvolvimento da criança de modo articulado à constituição psíquica. Por isso, são indicadores positivos, que chamam a atenção para o que vai bem e colocam em foco os movimentos subjetivantes, devem ser utilizados ao longo do tempo do acompanhamento dos primeiros 18 meses de vida da criança e servem como referência de leitura e não como pauta de conduta a ser observada. Desde o início, o uso dos indicadores clínicos em detecção precoce revelou uma vocação também de referência para a intervenção precoce. A metodologia IRDI resultou deste processo.

 3)    Cecília Harumi Tomizuka – Pediatra da UBS Parque Dorotéia/Organização Social Santa Catarina (SP);

Mariângela Mendes de Almeida – Mestre pela Clinica Tavistock e University of East London, coordenadora do Núcleo de Atendimento a Pais e Bebês do Setor de Saúde Mental do Depto de Pediatria da UNIFESP e membro da SBPSP; e

Vera Blondina Zimmerman – Doutora em psicologia clínica, supervisora do  Centro de Referência da Infância e Adolescência – CRIA, da UNIFESP, coordenadora do Projeto Bebês com sinais de risco em Saúde Mental.

Tema“O desenvolvimento psíquico acompanhado em rede a partir da atenção primária: da sensibilização de profissionais na UBS ao acolhimento psicanalítico e multidisciplinar.”

Nos serviços que compõem essa rede e ilustram a apresentação – Atendimento pediátrico em Unidade Básica de Saúde, Núcleo de Atendimento a Pais e Bebês (PEDIATRIA/UNIFESP) e Projeto Bebês com sinais de risco em Saúde Mental (CRIA/UNIFESP) – busca-se demonstrar a contribuição do olhar psicanalítico tanto na formação de profissionais da rede quanto para famílias e crianças no início do desenvolvimento de suas relações, discutindo possíveis inquietações e áreas que mereceriam ainda maior atenção. Um caso em vídeo será apresentado para aprofundar as reflexões acerca do percurso de bebês e crianças pequenas desde o contexto comunitário de Saúde e Educação, incluindo a formação de profissionais  de atenção primária para acompanhar aspectos do desenvolvimento emocional, passando pelo atendimento pediátrico local e integrado a serviços ambulatoriais de Pediatria e Saúde Mental a pais e crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, chegando ao atendimento multidisciplinar em situações de vulnerabilidade psíquica.

 4)    Alfredo Néstor Jerusalinsky – Analista Membro da Associação Lacaniana Internacional; Analista Membro e fundador da Associação Psicanalítica de Porto Alegre; Doutor em Psicologia da Educação e Desenvolvimento Humano pela USP; Diretor Científico da Pesquisa IRDI (Indicadores clínicos de Risco psíquico para o Desenvolvimento Infantil); Assessor Científico da pesquisa para controle dos efeitos e resultados da intervenção precoce a partir da aplicação dos IRDI no IPREDE (Instituto para a Prevenção da Desnutrição Infantil – Fortaleza, Ceará); Diretor do Centro Clínico Interdisciplinar Dra. Lydia Coriat de Porto Alegre.

Tema“A estimulação precoce é altamente significante.”

Tal o princípio (inspirado na psicanálise e articulado aos processos da maturação neurológica) que deu lugar à fundação do Centro Dra. Lydia Coriat (1971 em Buenos Aires, 1978 em Porto Alegre). Com efeito, nos bebês e nas crianças pequenas (de 0 a 3 anos) há uma notável sensibilidade do sistema nervoso central que faz com que o modo em que ela for tratada adquira facilmente o valor de uma inscrição. É o que chamamos “permeabilidade biológica ao significante”, conceito que se complementa com a “plasticidade neuronal”. Os sistemas sensoriais nascem dissociados e se requer um trabalho de interseção e articulação de seu funcionamento para dar lugar às configurações preceptivas que permitam que o bebê atribua significados aos objetos e personagens circundantes. Por isso, desde muito cedo é necessário levar em conta que todo ato clínico sobre uma criança pequena terá consequências relevantes (às vezes decisiva) na constituição de sua condição de sujeito. Quando se trata de uma criança com afecções psíquicas e/ou problemas de desenvolvimento, normalmente são convocadas diversas especialidades a intervir terapeuticamente. É a partir disso que se requer um terapeuta capaz de medir esses efeitos e transformar as diversas intervenções necessárias num código único. Por isso, para não causar uma fragmentação psíquica numa criança já vulnerada, surge a necessidade do Terapeuta Único formado especificamente em Estimulação Precoce para intervir junto ao bebê e sua família, ambos desorientados perante a condição constitucional atípica. Tal o motivo da equipe ser interdisciplinar (os terapeutas específicos – psicólogos, pediatras, neuropediatras, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapistas ocupacionais, fisioterapeutas, psicomotricistas, etc.) dando suporte nas interconsultas à intervenção desseterapeuta único mediante a criação de conceitos transdisciplinares.

DETECÇÃO PRECOCE DE RISCO E SOFRIMENTO PSÍQUICO: POSSÍVEIS INTERVENÇÕES

Programação

Data: 23/11

Local: Anfiteatro Jandira Masur da Unifesp, em São Paulo (Rua Botucatu, 862, Edifício dos Anfiteatros, 1º andar)

Agenda:

8h30: inscrições

9h: Abertura; seguida de apresentações

11h às 12h: debate

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MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
 instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

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Para o MPASP, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras
possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais,
 partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Permite que os
  pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir 
das intervenções terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo;
 favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho; e
 possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam
  efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na família 
ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado 
fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a 
remissão de traços de evitação na relação com o outro.

No que se refere à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de
 inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de 
propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas 
regulares.

 

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Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo: Universo Particular

São Paulo, 21 de setembro de 2013.

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública

Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo:
Universo Particular

Nós, integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP),
que reúne profissionais (psiquiatras, psicólogos, pediatras, neurologistas, psicanalistas,
fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, acompanhantes terapêuticos,
psicopedagogos) que trabalham no campo da saúde mental inseridos em diversas
instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil, na rede pública e privada,
assistimos a série “Autismo: Universo Particular”, apresentada pelo dr. Dráuzio Varella
no Fantástico, e vimos, por meio desta, apontar o que consideramos como faltas éticas
e desconhecimentos científicos cometidos pelo programa.

Continuar lendo Carta aberta ao Fantástico e ao Dr. Dráuzio Varella sobre a série Autismo: Universo Particular

MPASP promove debate sobre indicadores de diagnóstico e tratamento do autismo

Encontro promovido pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) acontece neste sábado, 14 de setembro, das 10h às 13h, na Unifesp, em São Paulo, e reúne instituições de vários estados.

São Paulo, 13 de setembro de 2013 – O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza neste sábado, 14 de setembro, o Encontro “Autismo: indicadores de diagnóstico e tratamento em intervenções clínico-institucionais”, que propõe, a partir da prática de diferentes instituições orientadas por uma concepção psicanalítica, abordar a especificidade da intervenção em pessoas com autismo, situando indicadores clínicos de diagnóstico e efeitos de evolução. O Encontro será realizado entre 10h e 13h, no Anfiteatro Jandira Masur da Unifesp, em São Paulo (Rua Botucatu, 862, Edifício dos Anfiteatros, 1º andar). A inscrição pode ser feita pelo email contatompasp@gmail.com.

O debate dá sequência à série “Temas cruciais do autismo, psicanálise e saúde pública”, promovida pelo MPASP, que já apresentou as mesas “Autismo e deficiência”, o encontro “Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico” e terá um próximo encontro em 23 de novembro, com o tema “Detecção e intervenção precoce”. O fio condutor da série está em ouvir profissionais que trabalham com pessoas com autismo em todo o país em diversas instituições da rede pública e privada, a fim de compartilhar o trabalho clínico realizado e as intervenções possíveis. O MPASP reúne cerca de 500 profissionais (psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos) que trabalham no campo da saúde mental em mais de 100 instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil, na rede pública e privada.

As expositoras convidadas para a mesa são as psicanalistas Sônia Motta, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissionais Afins,  Abenepi (RJ); Maribel Mello, da Espaço Escuta (PR); Regina Elizabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, SBPSP (SP RJ); e Valéria Aguiar, do Centro CPPL (PE). Essas instituições estão entre muitas, no país, que há 30 anos vêm se dedicando ao trabalho clínico interdisciplinar no tratamento do autismo. Para o MPASP, a abordagem interdisciplinar é um princípio central no atendimento a pessoas com autismo, devido à complexidade clínica e social que apresentam. O Movimento defende quatro dimensões que devem ser contempladas no atendimento: a física (orgânica), a mental (psíquica), a social (relativa à cidadania) e a temporal (a perspectiva do desenvolvimento).

A eficácia dessas dimensões pode ser constatada na prática clínica, nos relatos de pais e de escolas que as crianças frequentam e no testemunho das equipes de instituições como as convidadas para o Encontro. São instituições não governamentais de vários estados que se preocupam em garantir a articulação da Psicanálise com a pesquisa, o ensino e as políticas públicas de saúde. “Os avanços das terapias psicanalíticas em crianças podem ser verificados com o testemunho de equipes que há tanto tempo constroem estratégias clínicas diversas e indicadores de evolução dos tratamentos desses pacientes. O trabalho dessas instituições precisa ser divulgado para a população e para os gestores públicos, a fim de fazer frente a fortes campanhas de desinformação sobre a abordagem psicanalítica com esses pacientes”, diz Maria Lucia de Amorim, psicanalista do MPASP que coordena o evento e participa da comissão organizadora.

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental e saúde para pessoas com deficiência, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como  pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (PORTARIA No- 962, DE 22 DE MAIO DE 2013).

Para a Psicanálise, uma das questões centrais, na criança com autismo, está nos problemas na relação com os outros. Cabe ao psicanalista, junto com outros profissionais de uma equipe interdisciplinar, descobrir o modo singular de se relacionar da pessoa com autismo para que seja possível oferecer nosso mundo a essas crianças. Para a Psicanálise, o  tratamento parte da escuta das aberturas e fechamentos singulares que cada criança apresenta, dando especial atenção à subjetividade de cada um. Diversos serviços têm a psicanálise como eixo teórico que permeia uma clínica interdisciplinar que envolve psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, enfermeiro e outros profissionais.

O trabalho clínico psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que a pessoa com autismo possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir para uma sociedade humana; e auxilia os pais a se reposicionarem em relação aos filhos e à sociedade. A psicanálise não quer reduzir o trabalho clínico a moldar crianças a modelos socialmente toleráveis. O que interessa é a criança que usufrui a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e a percorrer.

O MPASP apoia, entre outros pontos, o direito que as famílias de pessoas com autismo devem ter de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos; a pluralidade e o debate científico e metodológico das abordagens de tratamento; e a adoção de políticas públicas na área da saúde, educação e assistência social capazes de ampliar o campo de detecção e intervenção precoce.

 

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Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública apoia veto parcial da presidente Dilma à lei do “Ato Médico”

Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública apoia veto parcial da presidente Dilma à lei do “Ato Médico”

Para o MPASP, o veto parcial da presidente Dilma Rousseff constitui um corajoso ato de governo para assegurar credibilidade às instituições do Estado como reguladoras dos direitos do cidadão.

 

São Paulo, 16 de julho de 2013 – Os integrantes do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) manifestaram reconhecimento e apoio ao veto parcial da presidente Dilma Rousseff à chamada lei do “Ato Médico” (PLS 268/2002). Em carta enviada à presidente na segunda-feira, 15 de julho, o MPASP afirma que a presidente Dilma “demonstrou claramente que sua opção de sustentação de governo é escutar as bases populares, a ciência e a razão, e não os grupos de poder nem as corporações”. O MPASP aplaudiu também o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, “que sustentou com toda lisura esta difícil polêmica”.

O MPASP reúne cerca de 400 profissionais de 100 instituições brasileiras, incluindo psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos que trabalham no campo da saúde mental inseridos em diversas instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil. A carta à presidente Dilma afirma ainda: “Vossa Excelência não está governando contra ninguém, mas a favor do povo, e isso não é fácil de arquitetar quando há grupos acostumados a viver em privilégio que consideram isso como um direito natural. A fina resolução de um veto seletivo à lei do ´Ato Médico´ – que certamente em nada desacredita a prática médica no que concerne ao núcleo duro de sua consistência científica, mas sim questiona a extensão do domínio corporativo –  constitui um corajoso ato de governo para assegurar credibilidade às instituições do Estado como reguladoras dos direitos do cidadão”.

Os integrantes do MPASP esperam agora que o Congresso Nacional mantenha a resolução da presidente Dilma Rousseff, “respeitando assim o resultado das vastas consultas técnicas e populares desdobradas nos últimos anos sobre esta questão”. Entre outros pontos, a presidente Dilma rejeitou que o diagnóstico fique restrito aos médicos.

Para o MPASP, o projeto de lei, da forma como estava, fundamentava-se em um conceito de doença fartamente superado pela ciência contemporânea tornando anacrônicas todas as suas proposições de regulamentação de exercício profissional. Sua aprovação não somente implicaria em retrocesso no campo conceitual como também resultaria em significativa redução da capacidade operacional de todo o sistema de saúde pública e privada. Além disso, da forma como estava, o projeto de lei caminhava na direção oposta à que a ciência hoje recomenda, uma vez que a inclinação contemporânea, quando prevalece o critério científico e não o corporativo, caminha na direção da responsabilidade interdisciplinar tanto no que se refere ao diagnóstico quanto às indicações terapêuticas e a direção de sua cura. A vastidão de conhecimentos acumulados sobre a saúde humana, segundo o MPASP, “torna absurda a pretensão de que todo seu saber e todo seu exercício fiquem sob a condução de uma única classe profissional”.

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Encontro Vozes do SUS, do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública, dá voz a experiências de tratamento de pessoas com autismo no Brasil

. O Encontro Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico acontece neste sábado, dia 29 de junho, das 10h às 17h, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godói, 1.484. São Paulo, SP).

. No momento atual de definição de políticas públicas nos níveis federal, estadual e municipal, e de implantação de novos dispositivos de tratamento de pessoas com autismo e suas famílias no SUS, o MPASP propõe, com o Encontro Vozes do SUS, dar voz a experiências de tratamento já realizadas ou em andamento no Brasil, com o objetivo de elaborar propostas de ação na Rede Pública de Saúde.

São Paulo, 28 de junho de 2013 – O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza neste sábado, 29 de junho, o Encontro Vozes do SUS: atendimento de crianças em sofrimento psíquico, iniciativa que pretende dar voz a experiências de tratamento de pessoas com autismo já realizadas ou em andamento no Brasil com o objetivo de elaborar propostas de ação na Rede Pública de Saúde. Diante do panorama atual de implantação de políticas públicas nos níveis federal, estadual e municipal, dirigidas ao tratamento de pessoas com autismo e suas famílias no Sistema Único de Saúde, e das realidades diferentes vivenciadas por equipamentos de saúde que atendem crianças com sofrimento psíquico hoje no país, o MPASP considera importante promover o debate e tirar o melhor da diversidade e da articulação já existentes na rede pública – seus impasses, efeitos e potencialidades – a fim de avançar na implantação de novos dispositivos de políticas públicas de saúde.

O Encontro Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico será realizado entre 10h e 17h, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godói, 1.484. São Paulo, SP). A inscrição é gratuita, no local, e o email de contato para mais informações é vozesdosus@gmail.com. Participam do Encontro representantes do CAPS Infantil da Mooca SMS/ PMSP; NASF – Brasilândia; Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras drogas do Ministério da Saúde; Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde; CAPS Itapeva, Estratégia Saúde da Família – Jardim de Abril; Ambulatório de Especialidades de Pinheiros; Coordenação da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; e Coordenação da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo), além de integrantes do MPASP (veja a agenda completa abaixo).

O MPASP acredita que há necessidade de aproximação com os gestores de saúde para aperfeiçoamento e implantação de políticas públicas a partir do que acontece no dia a dia dos serviços de saúde. O diálogo entre os profissionais da ponta e os gestores é decisivo em um campo tão complexo e torna necessária a interlocução entre diferentes áreas técnicas, práticas de atendimento e referências que as subsidiam teóricamente, entre elas a psicanálise.

“Os serviços de saúde do município de São Paulo que atendem crianças com patologias graves estão fragmentados e os profissionais envolvidos realizam suas ações de forma isolada, de acordo com os recursos disponíveis”, afirma Adela Stoppel de Gueller, do Grupo Gestor do MPASP e uma das organizadoras do Vozes do SUS. Esta realidade é distinta em cada território e equipamentos – Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), Centros de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Equipes de Saúde da Família (ESF), Núcleos Integrados de Reabilitação (NIR), Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO), Núcleo de Apoio à Atenção Básica (NAAB) e outros equipamentos conveniados do SUS.

“A proposta do MPASP é trabalharmos em rede interinstitucional, compartilhando o que o tratamento psicanalítico de pessoas com autismo, na esfera pública e particular, ensinou-nos ao longo dos anos. Assim poderemos avançar na implementação de dispositivos públicos de tratamento que considerem a complexidade clínica e social que esse quadro exige – sustentando o diálogo interdisciplinar e a pluralidade de concepções científicas”, afirma Julieta Jerusalinsky, do Grupo Gestor do MPASP, que também participa da organização do evento.

O MPASP espera que o Encontro Vozes do SUS: atendimento de crianças em sofrimento psíquico seja o primeiro de uma série, a ser replicado em outras cidades do Brasil, com o objetivo de ampliar cada vez mais o debate entre os profissionais da rede pública e os gestores.

ENCONTRO VOZES DO SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico

Programação:

9:30h: Inscrição

10h: Abertura

Adella Stoppel de Gueller (MPASP/Instituto Sedes Sapientiae)

10:30h – Mesa 1

Jorge Fouad Maalouf (CAPS Infantil da Mooca SMS/ PMSP)

Luana Amancio (NASF – Brasilândia)

Bianca Cortes – Representante da Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras drogas do Ministério da Saúde.

Vera Mendes – Coordenadora da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde

Coordenação: Maria Lucia Gomes Amorim (MPASP/Caps Itapeva/Sociedade de Psicanálise) e Juliana Mori (MPASP/CRIA)

12h:Debate

13h: Almoço

14h – Mesa 2

Luciano Nader e Ana Paulo Andreótti (Estratégia Saúde da Família – Jardim de Abril)

Denise Maria Cardoso Cardellini (Ambulatório de Especialidades de Pinheiros)

Myres Cavalcanti (Coordenação da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo).

Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida (Coordenação da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo).

Coordenação: Maria Eugênia Pesaro  (MPASP/Lugar de Vida) e Mira Wajntal (MPASP/Instituto Sedes Sapientiaie)

16h – Debate

17h – Encerramento

Julieta Jerusalinsky (MPASP/NEPPC/APPOA)

Comissão organizadora MPASP: Ada Morgenstern, Adela Stoppel de Gueller, Daniela Taulois, Juliana Mori, Julieta Jerusalinsky, Maria Lucia Gomes de Amorim, Mira Wajntal e Rogéria Brandani.

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental e saúde para pessoas com deficiência, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como  pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (PORTARIA No- 962, DE 22 DE MAIO DE 2013).

Para a Psicanálise, uma das questôes centrais, na criança com autismo, está nos problemas na relação com os outros. Cabe ao psicanalista, junto com outros profissionais de uma equipe interdisciplinar, descobrir o modo singular de se relacionar da pessoa com autismo para que seja possível oferecer nosso mundo a essas crianças. Para a Psicanálise, o tratamento parte da escuta das aberturas e fechamentos singulares que cada criança apresenta, dando especial atenção à subjetividade de cada criança. Diversos serviços têm a psicanálise como eixo teórico que permeia uma clínica interdisciplinar que envolve psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, enfermeiro e outros profissionais.

O trabalho clínico psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que a pessoa com autismo possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir para uma sociedade humana; e auxilia os pais a se reposicionarem em relação aos filhos e à sociedade. A psicanálise não quer reduzir o trabalho clínico a moldar crianças a modelos socialmente toleráveis. O que interessa é a criança que usufrui a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e a percorrer.

O MPASP apoia, entre outros pontos, o direito que as famílias de pessoas com autismo devem ter de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos; a pluralidade e o debate científico e metodológico das abordagens de tratamento; e a adoção de políticas públicas na área da saúde, educação e assistência social capazes de ampliar o campo de detecção e intervenção precoce.

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