Carta do MPASP contra a redução da maioridade penal

Enviamos hoje a uma lista de deputados a carta abaixo, pedindo que não aprovem a PEC 171, com argumentos que visam qualificar o debate em torno da questão e contribuir na luta contra a redução da maioridade penal.

Exmo. Sr. Deputado , Exma. Sra. Deputada

Acompanhamos com preocupação a movimentação recente na Câmara dos Deputados em torno da PEC 171/93 que propõe a redução da Maioridade Penal.

Os dados que provam o grave erro dessa medida são públicos. Como psicanalistas e profissionais da saúde e educação, na condição de trabalhadores do campo da infância e da adolescência, gostaríamos de acrescentar argumentos ao debate.

O ser humano não nasce pronto. Os tempos da infância e da adolescência são marcos decisivos do processo de estruturação psíquica, cruciais para entendermos as formas de laço social. Sabemos que o grupo social tem uma função estruturante para o adolescente, e por isso perguntamos ao Senhor Deputado e Senhora Deputada: como um jovem em formação poderá assimilar em seu próprio psiquismo as leis e regras de uma sociedade que o acusa e o condena?

Entende-se que o conflito com a lei pode ser traduzido em um ato que provoca ruptura no campo social. Na adolescência, tentativas de ruptura de diversos graus e níveis fazem parte da tarefa do sujeito de se localizar no discurso social na medida em que se separa de algumas referências recebidas e se recoloca diante de outras, inaugurando novos grupos de pertencimento. Essas novas configurações de relação passam a fazer parte dos ideais e integram a formação dessas pessoas. Sabemos que uma ruptura – que em condições mais favoráveis será uma ruptura necessária ao crescimento, uma passagem para vida adulta – em condições de absoluto desfavorecimento tomará outra dimensão e poderá se configurar como explosões de agressões que colocam em xeque as normas sociais.

O argumento de afirmar que aos 16 anos o jovem deve responder como um adulto é que, nessa idade, ele já sabe o que faz, esse argumento também é um erro, dado que se inspira numa grande confusão entre a capacidade de julgamento, maturidade e discernimento. Esse adolescente já é responsabilizado pelo ato infracional aos 12 anos, o que pode favorecer seu discernimento, as medidas socioeducativas efetivas durante certo período ajudam na capacidade de julgamento, mas a maturidade psíquica, que reposicionará o discernimento e o julgamento, precisará do tempo.

De posse desse entendimento, colocamos as seguintes questões: de que maneira daremos contorno legal à tarefa de nossos adolescentes de serem incluídos no campo social? Que contexto social lhes é oferecido para a construção de seus ideais e de suas formas de pertencimento?

Diante dos todos os dados de pesquisa publicados pelas mídias impressa e digital, perguntamos: Qual a resposta que a sociedade espera do adolescente, o qual ela própria faz de rebotalho?

É preciso colocar a noção de perversão no lugar correto. Para a psicanálise, a perversão é uma forma de se estruturar no mundo, em que a pessoa é movida por um mecanismo que lhe permite ver, e negar o que viu. A resposta do adolescente em conflito com a lei, no entanto, não é necessariamente uma perversão. O campo social, excludente e acusatório, que analisa pesquisas científicas mas nega seus dados, que assume atitudes e formula leis que desconsideram evidências científicas, esse sim assume um estatuto perverso: vê, percebe, e nega o que viu! A perversão, portanto, não é do indivíduo, mas do laço social no qual ele está inserido.

A tendência crescente de criminalizar a adolescência é uma forma perversa de enfrentar, sem resolver, o problema da violência. Ela nega a construção social em torno dessa condição, vende o argumento da criança-monstro e do adolescente-monstro como fonte do mal social sem articular responsabilidade civil aos processos que nos trouxeram até aqui. Já está provado que os adolescentes são muito mais vítimas da violência social do que autores de atos violentos.[1] Esses mesmos dados de pesquisa apontam o caminho da segregação para a criminalização. Nossa sociedade vai caminhar para consolidar a linha que vai da medicalização da infância à criminalização da adolescência? O filho do branco e rico é hiperativo e o filho do negro e pobre é bandido? Contenção química no primeiro caso e cadeia e bala no segundo? Vamos caminhar da anestesia ao extermínio?

Prezado Sr. Deputado e Sra. Deputada, pedimos que no dia 30 de junho pensem nas crianças e adolescentes como potenciais de mudanças que ainda estão em plena estruturação: NÃO APROVEM A PEC 171!

MPASP

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA

Edição da revista Peste sobre autismo será lançada em Simpósio de Psicanálise da PUC-SP

Será realizado no dia 19 de novembro o 1º Simpósio do Núcleo de Pesquisa Psicanálise e Sociedade da PUC-SP. O evento, que acontece durante todo o dia, será encerrado com o lançamento do volume 4 de A Peste: Revista de Psicanálise e Sociedade e Filosofia, cujo tema é Autismo e Segregação. A entrada é fraca e não há necessidade de inscrição antecipada. Mais informações: http://bit.ly/1vVPbMi

peste

Ministério da Saúde responde manifesto do MPASP sobre uso de Risperidona para autismo

Em resposta ao manifesto “Muito além da Risperidona”, o Ministério da Saúde enviou ao Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) a carta abaixo, destacando sua posição em relação à utilização e distribuição do medicamento.

Avaliamos este posicionamento como mais uma conquista do trabalho coletivo do MPASP.

Veja íntegra da carta:

MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE
DEPARTAMENTO DE ARTICULAÇÃO EM REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE
COORDENAÇÃO GERAL DE SAÚDE MENTAL, ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS

Em 26/09/2014

REF.: Ofício CGMAD/DAET/SAS/MS no 282/2014

INT.: Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP)

Em esclarecimento a notícia veiculada pela assessoria de comunicação do Ministério da Saúde com a manchete: “Ministério incorpora primeiro medicamento para autismo” a Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas informa e orienta que:O CID dos Transtornos invasivos do desenvolvimento foi incluído estre os CIDs elegíveis para prescrição da Risperidona, que se tornou o primeiro medicamento de alto custo a incorporar o CID F 84. O Transtorno no Espectro do Autismo – TEA não estava incluído entre os diagnósticos para acesso a esse fármaco na lista dos medicamentos de alto custo. A iniciativa visa regularizar o uso e facilitar o acesso. A Portaria n° 32 de 17 de setembro de 2014, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde amplia o uso da Risperidona para o TEA de acordo com critérios a serem estabelecidos em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas específico e permite o acesso mais transparente na prescrição da medicação. Mais informações constam no relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) no endereço eletrônico: http://www.saude.gov.br/conitec

A Risperidona faz parte do grupo de antipsicóticos usualmente chamados de atípicos ou de segunda geração, os quais são reconhecidos pelo menor risco de incidência de efeitos extrapiramidais comparados aos antipsicóticos de primeira geração. Está disponível no SUS há vários anos, através da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) atualmente sob a forma de comprimidos de 1 mg, 2 mg e 3 mg.

A Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas trabalha com a perspectiva ética, técnica e política descrita na Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde, documento construído por representantes de universidades, da sociedade civil, gestores e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial, além de parceiros do Ministério da Saúde e intersetoriais.

A “Linha de cuidado para atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na rede de atenção psicossocial do sistema único de saúde” propõe um projeto terapêutico singular que direciona as ofertas de cuidado construído a partir da identificação das necessidades dos sujeitos e de suas famílias, em seus contextos reais de vida, englobando diferentes dimensões. O PTS deve ser composto por ações dentro e fora do serviço e deve ser conduzido, acompanhado e avaliado por profissionais ou equipes de referência junto às famílias e às pessoas com TEA. Ele deve ser revisto sistematicamente, levando-se em conta os projetos de vida, o processo de reabilitação psicossocial (com vistas à produção de autonomia) e a garantia dos direitos.

Conforme a Linha de Cuidado, até o momento, não foram desenvolvidos medicamentos específicos para os transtornos do espectro do autismo. Os psicofármacos atualmente disponíveis, incluindo a Risperidona, não tratam propriamente dos transtornos do autismo, pois não produzem melhoras nas características centrais, como as dificuldades sociais e de comunicação ou as limitações nas brincadeiras e nos interesses. Os medicamentos têm como objetivos certos sintomas acessórios quando indicam sofrimento e/ou prejudicam intensamente a convivência da pessoa com TEA em seu meio familiar, escolar e em outros âmbitos. Dentre esses “sintomas-alvo” se destacam as condutas agressivas e autolesivas, os episódios de raiva e descontrole, as dificuldades para conciliar o sono e a inquietude extrema.*

A organização do SUS se dá através das Redes de Atenção à Saúde que ofertam cuidado a partir de territórios e de um planejamento centrado nas necessidades da população. Garantindo o acesso e a qualificação à saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo destacamos os seguintes pontos de atenção:

  • Rede de Atenção Psicossocial, conforme dispõe a Portaria no 3.088/GM/MS, de 23 de dezembro de 2011,
  • Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência, conforme dispõe a Portaria no 793/GM/MS, de 24 de abril de 2012,
  • Atenção Básica, garantindo o acompanhamento do desenvolvimento infantil para que as intervenções sejam oportunas e precisas no que diz respeito à identificação precoce, o diagnóstico e o acompanhamento das pessoas nas diferentes fases da vida.
  • Rede de Urgência e Emergência, garantindo o acesso universal e qualificado à pessoa com TEA nos pontos de atenção SAMU 192, Sala de Estabilização, UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/pronto socorro.

De forma conjunta as redes ampliam o escopo de ofertas de cuidado para a pessoa com TEA. Todos os serviços de saúde devem garantir a integralidade do cuidado, o acesso regulado a cada ponto de atenção e/ou aos demais dispositivos de apoio terapêutico, observando as especificidades de acessibilidade, comunicação e de manejo clínico de cada pessoa com transtorno do espectro do autismo.

Colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,

ROBERTO TYKANORI KINOSHITA
Coordenador Geral e Ordenador de Despesas do Projeto PRODOC – BRA/K47
DAET/SAS/MS

DISCUSSÃO SOBRE PORTARIA DO METILFENIDATO – REDE HUMANIZA SUS

Seguindo a discussão sobre o metilfenidato, postamos link de entrevista na REDE HUMANIZA SUS, contendo discussão sobre a portaria publicada no post anterior. Confiram:

http://www.redehumanizasus.net/85395-ritalina-em-debate-novas-regras-para-controlar-a-prescricao-generalizada

“Inspirados no protocolo para a abordagem das agitações/dispersões na infância e adolescência de Campinas, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo organizou um grupo de trabalho para estudar o emprego do metilfenidato, por intermédio de sua área técnica de assistência farmacêutica. Criou-se, então, uma portaria ( 986/2014 ) que passa a prescrever novas normas para o uso da medicação.

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Nem toda agitação ou desatenção é doença – Paulo Schiller e Ilana Katz

Confiram no link abaixo, texto de Ilana Katz e Paulo Schiller para saudar a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde de SP que regulamenta o uso de Metilfenidato.

http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/07/1483158-paulo-schiller-e-ilana-katz-nem-toda-agitacao-ou-desatencao-e-doenca.shtml

Para acompanhar mais de perto a discussão, publicamos abaixo a portaria e o protocolo que regulamenta o uso – conforme informações publicadas no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOSP) de 12 de Junho de 2014.

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II Jornada começa amanhã em São Paulo

Evento, que comemora o aniversário de 1 ano do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), acontece no dia 21 de março, no Instituto Sedes Sapientiae, e reúne profissionais de todo o país em uma programação riquíssima.

São Paulo, 20 de março de 2014 – O que a clínica com autismo ensinou àqueles que trabalham na abordagem psicanalítica? As respostas estão na II Jornada do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), que acontece no dia 21 de março, em São Paulo, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes), reunindo profissionais de todo o país em uma programação de grande abrangência. Os interessados podem se inscrever no local (R$ 30 para o público em geral, R$ 20 para estudantes e trabalhadores da rede pública de saúde). O MPASP reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psicanalistas, psicólogos, médicos, pediatras, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

A programação da II Jornada reúne alguns dos melhores profissionais do país para tratar em detalhes do universo autista, compartilhando o trabalho clínico realizado e as intervenções possíveis. Segundo Ilana Katz, que integra o Grupo de Articulação Política do MPASP, “o Movimento compreende que compartilhar essas experiências é crucial nesse momento em que estão ocorrendo em nosso país importantes decisões nas políticas públicas para o tratamento da pessoa com autismo”.

A apresentação do documentário inédito “Autismo: alguns se curam, outros não se curam”, com direção de Alfredo Jerusalinsky, é parte importante da programação e demonstra a evolução favorável, em curto espaço de tempo, de quatro casos reais que foram alvo de intervenções psicanalíticas precoces e o testemunho dos pais sobre essa evolução positiva.

O evento comemora o primeiro aniversário do Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública, mais precisamente de sua I Jornada, entre 22 e 24 de março do ano passado, no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Na ocasião, foi elaborado um Manifesto – lançado em 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo – cujo principal objetivo é tornar a Psicanálise mais presente no atendimento a pessoas com autismo, diante das evidências de que a teoria psicanalítica é uma das modalidades para o tratamento das pessoas que apresentam estados autísticos. A teoria e prática da Psicanálise revelaram a importância do trabalho de detecção e intervenção precoce no atendimento de bebês e crianças, e contribuem, sem dúvida, para a melhor qualidade de vida das pessoas que enfrentam o problema e de seus familiares.

Desde o início de sua atuação, o MPASP realizou vários encontros abertos com a sociedade, sempre com o intuito de compartilhar informações e de contribuir para o melhor entendimento da questão do autismo. Em entrevistas a veículos de comunicação, representantes do Movimento procuraram também ampliar o debate e levar à população em geral dados relevantes e atuais sobre os avanços do trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico no atendimento a pessoas com autismo.

Em contato com as várias esferas do governo, representantes do Movimento deram a sua contribuição à construção de um espaço mais amplo para o tratamento do autismo na rede pública de saúde. Solicitado pelo ex-Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP produziu estudo e leitura comparativa dos documentos Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS (Ministério da Saúde, abril, 2013) e Diretrizes de Atenção à Reabilitação de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Ministério da Saúde, abril, 2013). Esses documentos orientam as Secretarias Municipais de Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal sobre como deve ser organizada a atenção ao autismo nas redes de atenção psicossocial e de reabilitação do Sistema Único de Saúde/SUS. O trabalho envolveu a análise dos objetivos dos documentos, as concepções de autismo e deficiência presentes em cada um deles, bem como as concepções de detecção precoce e a organização dos fluxos de atenção na rede de saúde propostos. Os pontos de cada documento foram destacados e organizados em suas divergências e convergências.
 II JORNADA MPASP

ENCONTRO NACIONAL DE PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA

PROGRAMAÇÃO

12:15 hInscrições

13: 00 h – 15:00 h

 Auditório – Abertura com Grupo Gestor do MPASPbertura com Grupo

 Mesa 1 – Políticas públicas e ética da psicanálise – Coordenação: Ilana Katz / SP

Trabalhos:

– Leitura comparativa dos documentos do Ministério da Saúde: convergências e divergências – Gabriela Araujo, Luana Amancio e Cássia Pereira/SP
– Detecção precoce de sofrimento: experiência de gestão na rede pública “Mãe Paranaense” – Silvia Karla/PR
– Autismo e segregação – Luciano Elia/RJ
–  Risco e limites do diagnóstico psiquiátrico na infância – Ana Elizabeth Cavalcanti e Ana Maria Rocha/PE.

15:15 h – 17:15 h

Mesas simultâneas (verificar salas no local)

Mesa 2:  Vozes dos pais – Coordenação:  Tânia Rezende / SP

Trabalhos:

– Intervenções na família do bebê com sinais de risco em saúde mental – Silvana Silveira / SP
– Intervenções no bebê com sinais de risco em saúde mental via familiares – Vera Zimmerman / SP
– Escuta grupal de pais de crianças com problemas de desenvolvimento – Cristina Keiko de Merletti /SP
– Vozes dos pais: depoimentos de pais de crianças autistas em tratamento –Tânia Rezende, Adela S. Gueller, Julieta Jerusalinsky / SP

Mesa 3: Interdisciplina, Saúde e Educação – Coordenação: Juliana Mori / SP

Trabalhos:

– A educação nas políticas públicas – Juliana Mori / SP
– Sobre a inclusão escolar de crianças com autismo – Carolina Neuman, Marcos Vasconcelos, Maria Carolina Silva, Paula Albano, Priscila Venosa, Sabrina Veloso / SP
– Articulações possíveis com a educação – Fabio Saad / SP
– Análise das políticas públicas brasileiras para o autismo, entre a atenção psicossocial e a reabilitação – Bruno Oliveira / RJ

Mesa 4: Do autismo à invenção – Coordenação: Maria Lúcia G. Amorim / SP

Trabalhos:

– Intervenção precoce e seus efeitos – Maria Prisce / RJ
– De uma nota só à melodia: considerações sobre a clínica psicanalítica da síndrome de Asperger – Marly Terra Verdi / SP
– O grupo de educação terapêutica: uma metodologia clínico-institucional de tratamento psicanalítico – Maria Eugênia Pesaro, Cristina Keiko de Merletti, Carolina Cardoso Tiussi, Camila Saboia, Loyce Eiko Fukuda / SP
– “Um caso à parte” – escutar o irredutível – Ana Martha Maia / RJ

Mesa 5:  O corpo e a voz: construções teóricas a partir de experiências na rede –  Coordenação: Denise Cardoso Cardellini / SP

Trabalhos:

– O corpo e a criança autista – Rosângela de F. Correia / SP

– Primórdios da constituição psíquica – um trabalho de intervenção psicanalítica na primeria infância –  Jonathan Ribeiro e Stephania Batista Geraldini / SP
– A voz no autismo – Matheus Kunst / SP
– O recurso ao duplo na construção de um corpo – Fabio Malcher / RJ

Mesa 6:  Detecção precoce e autismo no tratamento de abordagem psicanalítica –  Coordenação: Maribel Melo / PR

Trabalhos:

– Detecção precoce de sofrimento psíquico: experiência de intervenção clínica na rede pública “Mãe Paranaense” – Maribel Melo / PR
– A procura de uma intenção comunicativa na ecolalia – Mônica Dib / SP
– Aventuras psicanalíticas com crianças autistas e seus pais – Daniele Wanderley / BA
– Autismos: uma abordagem psicanalítica – por que sim? – por que não? – Sônia Motta / RJ

17:30h – 19:30h  

Auditório

Mesa 7: A clínica psicanalítica, seus efeitos e sua transmissão

Coordenação: Heloisa Prado R. S. Telles / SP

Trabalhos:

– Desenvolvimento simbólico: amplificando cenas de trabalho psicanalítico no campo do autismo – Mariângela Mendes de Almeida / SP
– A clínica com pequenas crianças exiladas da condição de falantes por meio dos jogos constituintes do sujeito – Julieta Jerusalinsky / SP
– Metodologia psicanalítica no tratamento do autismo – Paula Pimenta / MG
– Do autista ao artista: um percurso possível em psicanálise  – Claudia Mascarenhas / BA

19:30h – 20:00h  

Café e livros

20:00h – 22:00h

Auditório

Filme “Autismo: alguns se curam, outros não se curam”

Apresentação, seguida de debate, do filme “Autismo: alguns se curam, outros não se curam” (1h07 minutos, direção de Alfredo Jerusalinsky). Inédito, o documentário demonstra que é, no mínimo, imprudente declarar a incurabilidade universal do autismo, e traz cenas reais, extraídas de vídeos  familiares e gravadas durante os atendimentos.

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MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psicanalistas, psicólogos, médicos, pediatras, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o ex-Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (Portaria 962, de 22 de maio de 2013).

Para o MPASP, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras
possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais,
partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Permite que os
pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir
das intervenções terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo;
favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho; e
possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam
efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na família
ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado
fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a
remissão de traços de evitação na relação com o outro.

No que se refere à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de
inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de
propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas
regulares.

https://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com

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