III JORNADA DO MPASP – CLÍNICA PSICANALÍTICA COM AUTISMOS

Cartaz virtual Jornada MPASP

 

sexta-feira, das 13h às 18h e sábado, das 09h às 18h

curso pré-jornada: sexta-feira, das 09h às 12h

auditório do Instituto Phillipe Pinel   e   auditório da Psicologia – UFRJ

Reservem a data e programem-se para participar da próxima Jornada nacional do MPASP, que será realizada no Rio de Janeiro, graças ao grande empenho dos colegas representantes regionais. Utilizaremos auditórios de duas instituições diferentes, o Inst. Pinel e a faculdade  de Psicologia da UFRJ, que são em prédios vizinhos, ambos em Botafogo.

Os participantes do MPASP terão prioridade na inscrição, que ocorrerá antecipadamente por email de 04 a 10 de fevereiro – aguardem a ficha. Foi criado um email somente para esse fim: jornadampasp3@gmail.com. A partir do dia 11 de fevereiro, faremos ampla divulgação e receberemos também inscrições de outros interessados.

Em breve, divulgaremos a programação e abriremos inscrições para apresentação de trabalhos para as mesas redondas.

Apoio para reserva e venda de passagens e hospedagem: Desire Business – contato Maurício Campos  mauricio@desirebusiness.com.br 11 3031-9555 

organização: GG 2014 – Ana Elizabeth Cavalcanti, Cássia Gimenes, Denise Cardellini, Juliana Mori, Maria Lucia Amorim, Marizilda Pugliesi, Tânia Rezende e Comissão RJ: Ana Martha Maia, Cristina Hoyer, Inês Catão, Maria Prisce, Sonia Motta

Anúncios

II Jornada começa amanhã em São Paulo

Evento, que comemora o aniversário de 1 ano do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), acontece no dia 21 de março, no Instituto Sedes Sapientiae, e reúne profissionais de todo o país em uma programação riquíssima.

São Paulo, 20 de março de 2014 – O que a clínica com autismo ensinou àqueles que trabalham na abordagem psicanalítica? As respostas estão na II Jornada do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), que acontece no dia 21 de março, em São Paulo, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godoy, 1484, Perdizes), reunindo profissionais de todo o país em uma programação de grande abrangência. Os interessados podem se inscrever no local (R$ 30 para o público em geral, R$ 20 para estudantes e trabalhadores da rede pública de saúde). O MPASP reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psicanalistas, psicólogos, médicos, pediatras, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

A programação da II Jornada reúne alguns dos melhores profissionais do país para tratar em detalhes do universo autista, compartilhando o trabalho clínico realizado e as intervenções possíveis. Segundo Ilana Katz, que integra o Grupo de Articulação Política do MPASP, “o Movimento compreende que compartilhar essas experiências é crucial nesse momento em que estão ocorrendo em nosso país importantes decisões nas políticas públicas para o tratamento da pessoa com autismo”.

A apresentação do documentário inédito “Autismo: alguns se curam, outros não se curam”, com direção de Alfredo Jerusalinsky, é parte importante da programação e demonstra a evolução favorável, em curto espaço de tempo, de quatro casos reais que foram alvo de intervenções psicanalíticas precoces e o testemunho dos pais sobre essa evolução positiva.

O evento comemora o primeiro aniversário do Movimento Psicanálise Autismo e Saúde Pública, mais precisamente de sua I Jornada, entre 22 e 24 de março do ano passado, no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Na ocasião, foi elaborado um Manifesto – lançado em 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo – cujo principal objetivo é tornar a Psicanálise mais presente no atendimento a pessoas com autismo, diante das evidências de que a teoria psicanalítica é uma das modalidades para o tratamento das pessoas que apresentam estados autísticos. A teoria e prática da Psicanálise revelaram a importância do trabalho de detecção e intervenção precoce no atendimento de bebês e crianças, e contribuem, sem dúvida, para a melhor qualidade de vida das pessoas que enfrentam o problema e de seus familiares.

Desde o início de sua atuação, o MPASP realizou vários encontros abertos com a sociedade, sempre com o intuito de compartilhar informações e de contribuir para o melhor entendimento da questão do autismo. Em entrevistas a veículos de comunicação, representantes do Movimento procuraram também ampliar o debate e levar à população em geral dados relevantes e atuais sobre os avanços do trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico no atendimento a pessoas com autismo.

Em contato com as várias esferas do governo, representantes do Movimento deram a sua contribuição à construção de um espaço mais amplo para o tratamento do autismo na rede pública de saúde. Solicitado pelo ex-Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP produziu estudo e leitura comparativa dos documentos Linha de Cuidado para a Atenção das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde/SUS (Ministério da Saúde, abril, 2013) e Diretrizes de Atenção à Reabilitação de Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Ministério da Saúde, abril, 2013). Esses documentos orientam as Secretarias Municipais de Saúde, Secretarias Estaduais de Saúde e do Distrito Federal sobre como deve ser organizada a atenção ao autismo nas redes de atenção psicossocial e de reabilitação do Sistema Único de Saúde/SUS. O trabalho envolveu a análise dos objetivos dos documentos, as concepções de autismo e deficiência presentes em cada um deles, bem como as concepções de detecção precoce e a organização dos fluxos de atenção na rede de saúde propostos. Os pontos de cada documento foram destacados e organizados em suas divergências e convergências.
 II JORNADA MPASP

ENCONTRO NACIONAL DE PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA

PROGRAMAÇÃO

12:15 hInscrições

13: 00 h – 15:00 h

 Auditório – Abertura com Grupo Gestor do MPASPbertura com Grupo

 Mesa 1 – Políticas públicas e ética da psicanálise – Coordenação: Ilana Katz / SP

Trabalhos:

– Leitura comparativa dos documentos do Ministério da Saúde: convergências e divergências – Gabriela Araujo, Luana Amancio e Cássia Pereira/SP
– Detecção precoce de sofrimento: experiência de gestão na rede pública “Mãe Paranaense” – Silvia Karla/PR
– Autismo e segregação – Luciano Elia/RJ
–  Risco e limites do diagnóstico psiquiátrico na infância – Ana Elizabeth Cavalcanti e Ana Maria Rocha/PE.

15:15 h – 17:15 h

Mesas simultâneas (verificar salas no local)

Mesa 2:  Vozes dos pais – Coordenação:  Tânia Rezende / SP

Trabalhos:

– Intervenções na família do bebê com sinais de risco em saúde mental – Silvana Silveira / SP
– Intervenções no bebê com sinais de risco em saúde mental via familiares – Vera Zimmerman / SP
– Escuta grupal de pais de crianças com problemas de desenvolvimento – Cristina Keiko de Merletti /SP
– Vozes dos pais: depoimentos de pais de crianças autistas em tratamento –Tânia Rezende, Adela S. Gueller, Julieta Jerusalinsky / SP

Mesa 3: Interdisciplina, Saúde e Educação – Coordenação: Juliana Mori / SP

Trabalhos:

– A educação nas políticas públicas – Juliana Mori / SP
– Sobre a inclusão escolar de crianças com autismo – Carolina Neuman, Marcos Vasconcelos, Maria Carolina Silva, Paula Albano, Priscila Venosa, Sabrina Veloso / SP
– Articulações possíveis com a educação – Fabio Saad / SP
– Análise das políticas públicas brasileiras para o autismo, entre a atenção psicossocial e a reabilitação – Bruno Oliveira / RJ

Mesa 4: Do autismo à invenção – Coordenação: Maria Lúcia G. Amorim / SP

Trabalhos:

– Intervenção precoce e seus efeitos – Maria Prisce / RJ
– De uma nota só à melodia: considerações sobre a clínica psicanalítica da síndrome de Asperger – Marly Terra Verdi / SP
– O grupo de educação terapêutica: uma metodologia clínico-institucional de tratamento psicanalítico – Maria Eugênia Pesaro, Cristina Keiko de Merletti, Carolina Cardoso Tiussi, Camila Saboia, Loyce Eiko Fukuda / SP
– “Um caso à parte” – escutar o irredutível – Ana Martha Maia / RJ

Mesa 5:  O corpo e a voz: construções teóricas a partir de experiências na rede –  Coordenação: Denise Cardoso Cardellini / SP

Trabalhos:

– O corpo e a criança autista – Rosângela de F. Correia / SP

– Primórdios da constituição psíquica – um trabalho de intervenção psicanalítica na primeria infância –  Jonathan Ribeiro e Stephania Batista Geraldini / SP
– A voz no autismo – Matheus Kunst / SP
– O recurso ao duplo na construção de um corpo – Fabio Malcher / RJ

Mesa 6:  Detecção precoce e autismo no tratamento de abordagem psicanalítica –  Coordenação: Maribel Melo / PR

Trabalhos:

– Detecção precoce de sofrimento psíquico: experiência de intervenção clínica na rede pública “Mãe Paranaense” – Maribel Melo / PR
– A procura de uma intenção comunicativa na ecolalia – Mônica Dib / SP
– Aventuras psicanalíticas com crianças autistas e seus pais – Daniele Wanderley / BA
– Autismos: uma abordagem psicanalítica – por que sim? – por que não? – Sônia Motta / RJ

17:30h – 19:30h  

Auditório

Mesa 7: A clínica psicanalítica, seus efeitos e sua transmissão

Coordenação: Heloisa Prado R. S. Telles / SP

Trabalhos:

– Desenvolvimento simbólico: amplificando cenas de trabalho psicanalítico no campo do autismo – Mariângela Mendes de Almeida / SP
– A clínica com pequenas crianças exiladas da condição de falantes por meio dos jogos constituintes do sujeito – Julieta Jerusalinsky / SP
– Metodologia psicanalítica no tratamento do autismo – Paula Pimenta / MG
– Do autista ao artista: um percurso possível em psicanálise  – Claudia Mascarenhas / BA

19:30h – 20:00h  

Café e livros

20:00h – 22:00h

Auditório

Filme “Autismo: alguns se curam, outros não se curam”

Apresentação, seguida de debate, do filme “Autismo: alguns se curam, outros não se curam” (1h07 minutos, direção de Alfredo Jerusalinsky). Inédito, o documentário demonstra que é, no mínimo, imprudente declarar a incurabilidade universal do autismo, e traz cenas reais, extraídas de vídeos  familiares e gravadas durante os atendimentos.

_________________________________________________________

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psicanalistas, psicólogos, médicos, pediatras, neurologistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o ex-Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (Portaria 962, de 22 de maio de 2013).

Para o MPASP, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras
possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais,
partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Permite que os
pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir
das intervenções terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo;
favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho; e
possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam
efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na família
ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado
fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a
remissão de traços de evitação na relação com o outro.

No que se refere à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de
inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de
propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas
regulares.

https://psicanaliseautismoesaudepublica.wordpress.com

Mais informações para a imprensa
Printec Comunicação http://www.printeccomunicacao.com.br
Visite a página da Printec Comunicação no Facebook
Fábio Scrivano fabio.scrivano@printeccomunicacao.com.br
Vanessa Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br
Tel: +55 11 5182 1806