Londrina recebe Encontro Vozes do SUS para debater experiências de tratamento do autismo

Realizado pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP), evento acontece na sexta-feira, dia 29 de novembro, das 8h às 17h, na Associação Médica de Londrina. O encontro terá a participação do Cismepar , órgão responsável pela rede SUS em 21 municípios.

 

São Paulo, 26 de novembro de 2013 O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza em Londrina (PR), no dia 29 de novembro, o Encontro Vozes do SUS Paraná: “Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil”, que vai debater experiências de tratamento do autismo já realizadas ou em andamento no Brasil, com o objetivo de elaborar propostas de ação na rede pública de saúde. O evento acontece das 8h às 17h, na Associação Médica de Londrina (Av. Harry Prochet, 1055) e a inscrição pode ser feita no local ou no Espaço Escuta (Rua Amador Bueno, 388;  tel 43 3339-4398;  contato@espacoescuta.org.br;espaçoescuta@hotmail.com.

Diante do panorama atual de implantação de políticas públicas dirigidas ao tratamento de pessoas com autismo e ao apoio das  famílias, o MPASP considera importante promover o debate e tirar o melhor da diversidade e da articulação já existentes na rede federal, estadual e municipal. Em junho, em São Paulo (SP), o Movimento promoveu o primeiro Encontro Vozes do SUS, dando início a uma série que pretende viajar por várias cidades do país. Em Londrina, a realização tem o apoio do Consórcio de Saúde Intermunicipal do Médio Paranapanema (Cismepar), órgão responsável pela rede do SUS em 21 municípios do Paraná, incluindo o Centro Mãe Paranaense, que atende gestantes e bebês em risco. A programação contará com apresentações das especialistas Julieta Jerusalinksy e Maribél de Salles de Melo, em temas como indicadores de risco, Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e o trabalho institucional e intervenção precoce na clínica do autismo.

Para Julieta Jerusalinsky, do MPASP, “é central, no tratamento de bebês, detectar riscos para a constituição psíquica que permitam intervir clinicamente favorecendo a constituição sem fechar diagnósticos. No tratamento de crianças, por sua vez, é central considerar que um diagnóstico na infância não é definitivo, já que a criança está em pleno processo de formação psíquica e orgânica. Por isso a clínica de abordagem psicanalítica, ao apostar nos efeitos da constituição, tem tratado de bebês com traços do espectro e de crianças que chegam com diagnóstico de autismo que, ao longo do tratamento, não só apresentam importantes melhoras mas, em alguns casos, saídas desse quadro”.

 A proposta do MPASP é compartilhar o que o tratamento psicanalítico de pessoas com autismo, na esfera pública e particular, tem ensinado ao longo dos anos. Dessa forma, o Movimento acredita que é possível avançar na implementação de dispositivos públicos de tratamento que considerem a complexidade clínica e social que esse quadro exige, sustentando o diálogo interdisciplinar e a pluralidade de concepções científicas.

 PROGRAMAÇÃO:

8h

Abertura

8h15 às 12h

–      Indicadores de Risco;

–      Intervenção Precoce;

–      TGD e o Trabalho Institucional;

–      Inclusão.

Apresentação: Maribél de Salles de Melo e Equipe do Espaço Escuta – Centro Mãe Paranaense/CISMEPAR

Maribél de Salles é psicóloga, psicanalista, Membro Fundador da Associação Psicanalítica de Curitiba e Espaço Escuta de Londrina, Coordenadora do Ambulatório de Intervenção Precoce: Centro Mãe Paranaense, atua em UTI Neo Natal. Especialista em Transtornos Globais do Desenvolvimento e em Estimulação Precoce.

12h10

Almoço

14h às 17h

–      Movimento Psicanálise e Autismo e Saúde Pública;

–      Intervenção Precoce na Clínica do Autismo.

Apresentação: Julieta Jerusalinsky

Integrante do MPASP, membro do Centro Lydia Coriat e da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA), mestre e doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, professora do Cogeae/PUC-SP nos cursos de especialização “Constituição e problemas na infância – abordagem transdisciplinar do bebê, da criança e do adolescente” e “Teoria Psicanalítica”; professora do Centro de Estudos do Lydia Coriat de Porto Alegre nos cursos de especialização “Estimulação Precoce – clínica interdisciplinar com o bebê”, “Psicomotricidade” e “Clínica interdisciplinar dos problemas do desenvolvimento Infantil”. Autora do livro “Enquanto o Futuro não Vem – A Psicanálise na clínica Interdisciplinar com Bebês” (Ágalma, 2002) e “A Criação da Criança – Brincar, gozo e fala entre a Mãe e o Bebê” (Ágalma 2011).

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MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública reúne cerca de 400 profissionais ligados à saúde mental, incluindo psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos. São profissionais que atuam em mais de 100
 instituições nacionais (públicas, privadas e não governamentais).

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (Portaria 962, de 22 de maio de 2013).

Para o MPASP, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico abre inúmeras
possibilidades para que cada pessoa com autismo possa construir laços sociais,
partilhar a celebração de viver e contribuir para a sociedade. Permite que os
pais, muitas vezes desalentados pelo isolamento de seus filhos, possam ampliar a partir
das intervenções terapêuticas os momentos de troca, contato e reconhecimento mútuo;
favorece o processo de crescimento, desenvolvimento e constituição psíquica do filho; e
possibilita que as aquisições de linguagem, aprendizagem e psicomotricidade sejam
efetivas apropriações do filho com as quais ele possa circular socialmente (na família
ampliada, na escola, na cidade), não de um modo simplesmente adaptativo, mas guiado
fundamentalmente pelos seus interesses singulares. Quando realizado com bebês, o trabalho clínico interdisciplinar de referencial psicanalítico permite intervir a tempo, reduzindo enormemente e, em alguns casos, possibilitando a
remissão de traços de evitação na relação com o outro.

No que se refere à educação e escolarização, os integrantes do MPASP, a partir de
inúmeras experiências clínicas de inclusão bem-sucedidas, ressaltam a importância de
propiciar, sempre que for possível e benéfico para a criança, sua inclusão nas escolas
regulares.

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Mais informações para a imprensa

Printec Comunicação www.printeccomunicacao.com.br

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Fábio Scrivano fabio.scrivano@printeccomunicacao.com.br

Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br

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