MPASP promove debate sobre indicadores de diagnóstico e tratamento do autismo

Encontro promovido pelo Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) acontece neste sábado, 14 de setembro, das 10h às 13h, na Unifesp, em São Paulo, e reúne instituições de vários estados.

São Paulo, 13 de setembro de 2013 – O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza neste sábado, 14 de setembro, o Encontro “Autismo: indicadores de diagnóstico e tratamento em intervenções clínico-institucionais”, que propõe, a partir da prática de diferentes instituições orientadas por uma concepção psicanalítica, abordar a especificidade da intervenção em pessoas com autismo, situando indicadores clínicos de diagnóstico e efeitos de evolução. O Encontro será realizado entre 10h e 13h, no Anfiteatro Jandira Masur da Unifesp, em São Paulo (Rua Botucatu, 862, Edifício dos Anfiteatros, 1º andar). A inscrição pode ser feita pelo email contatompasp@gmail.com.

O debate dá sequência à série “Temas cruciais do autismo, psicanálise e saúde pública”, promovida pelo MPASP, que já apresentou as mesas “Autismo e deficiência”, o encontro “Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico” e terá um próximo encontro em 23 de novembro, com o tema “Detecção e intervenção precoce”. O fio condutor da série está em ouvir profissionais que trabalham com pessoas com autismo em todo o país em diversas instituições da rede pública e privada, a fim de compartilhar o trabalho clínico realizado e as intervenções possíveis. O MPASP reúne cerca de 500 profissionais (psiquiatras, psicólogos, médicos pediatras, neurologistas, psicanalistas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos) que trabalham no campo da saúde mental em mais de 100 instituições clínicas e acadêmicas disseminadas pelo Brasil, na rede pública e privada.

As expositoras convidadas para a mesa são as psicanalistas Sônia Motta, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissionais Afins,  Abenepi (RJ); Maribel Mello, da Espaço Escuta (PR); Regina Elizabeth Lordello Coimbra, da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro, SBPSP (SP RJ); e Valéria Aguiar, do Centro CPPL (PE). Essas instituições estão entre muitas, no país, que há 30 anos vêm se dedicando ao trabalho clínico interdisciplinar no tratamento do autismo. Para o MPASP, a abordagem interdisciplinar é um princípio central no atendimento a pessoas com autismo, devido à complexidade clínica e social que apresentam. O Movimento defende quatro dimensões que devem ser contempladas no atendimento: a física (orgânica), a mental (psíquica), a social (relativa à cidadania) e a temporal (a perspectiva do desenvolvimento).

A eficácia dessas dimensões pode ser constatada na prática clínica, nos relatos de pais e de escolas que as crianças frequentam e no testemunho das equipes de instituições como as convidadas para o Encontro. São instituições não governamentais de vários estados que se preocupam em garantir a articulação da Psicanálise com a pesquisa, o ensino e as políticas públicas de saúde. “Os avanços das terapias psicanalíticas em crianças podem ser verificados com o testemunho de equipes que há tanto tempo constroem estratégias clínicas diversas e indicadores de evolução dos tratamentos desses pacientes. O trabalho dessas instituições precisa ser divulgado para a população e para os gestores públicos, a fim de fazer frente a fortes campanhas de desinformação sobre a abordagem psicanalítica com esses pacientes”, diz Maria Lucia de Amorim, psicanalista do MPASP que coordena o evento e participa da comissão organizadora.

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental e saúde para pessoas com deficiência, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como  pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (PORTARIA No- 962, DE 22 DE MAIO DE 2013).

Para a Psicanálise, uma das questões centrais, na criança com autismo, está nos problemas na relação com os outros. Cabe ao psicanalista, junto com outros profissionais de uma equipe interdisciplinar, descobrir o modo singular de se relacionar da pessoa com autismo para que seja possível oferecer nosso mundo a essas crianças. Para a Psicanálise, o  tratamento parte da escuta das aberturas e fechamentos singulares que cada criança apresenta, dando especial atenção à subjetividade de cada um. Diversos serviços têm a psicanálise como eixo teórico que permeia uma clínica interdisciplinar que envolve psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, enfermeiro e outros profissionais.

O trabalho clínico psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que a pessoa com autismo possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir para uma sociedade humana; e auxilia os pais a se reposicionarem em relação aos filhos e à sociedade. A psicanálise não quer reduzir o trabalho clínico a moldar crianças a modelos socialmente toleráveis. O que interessa é a criança que usufrui a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e a percorrer.

O MPASP apoia, entre outros pontos, o direito que as famílias de pessoas com autismo devem ter de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos; a pluralidade e o debate científico e metodológico das abordagens de tratamento; e a adoção de políticas públicas na área da saúde, educação e assistência social capazes de ampliar o campo de detecção e intervenção precoce.

 

Mais informações para a imprensa

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Fábio Scrivano fabio.scrivano@printeccomunicacao.com.br

Vanessa Giacometti de Godoy vanessa.godoy@printeccomunicacao.com.br

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