Encontro Vozes do SUS, do Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública, dá voz a experiências de tratamento de pessoas com autismo no Brasil

. O Encontro Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico acontece neste sábado, dia 29 de junho, das 10h às 17h, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godói, 1.484. São Paulo, SP).

. No momento atual de definição de políticas públicas nos níveis federal, estadual e municipal, e de implantação de novos dispositivos de tratamento de pessoas com autismo e suas famílias no SUS, o MPASP propõe, com o Encontro Vozes do SUS, dar voz a experiências de tratamento já realizadas ou em andamento no Brasil, com o objetivo de elaborar propostas de ação na Rede Pública de Saúde.

São Paulo, 28 de junho de 2013 – O Movimento Psicanálise, Autismo e Saúde Pública (MPASP) realiza neste sábado, 29 de junho, o Encontro Vozes do SUS: atendimento de crianças em sofrimento psíquico, iniciativa que pretende dar voz a experiências de tratamento de pessoas com autismo já realizadas ou em andamento no Brasil com o objetivo de elaborar propostas de ação na Rede Pública de Saúde. Diante do panorama atual de implantação de políticas públicas nos níveis federal, estadual e municipal, dirigidas ao tratamento de pessoas com autismo e suas famílias no Sistema Único de Saúde, e das realidades diferentes vivenciadas por equipamentos de saúde que atendem crianças com sofrimento psíquico hoje no país, o MPASP considera importante promover o debate e tirar o melhor da diversidade e da articulação já existentes na rede pública – seus impasses, efeitos e potencialidades – a fim de avançar na implantação de novos dispositivos de políticas públicas de saúde.

O Encontro Vozes do SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico será realizado entre 10h e 17h, no Instituto Sedes Sapientiae (Rua Ministro Godói, 1.484. São Paulo, SP). A inscrição é gratuita, no local, e o email de contato para mais informações é vozesdosus@gmail.com. Participam do Encontro representantes do CAPS Infantil da Mooca SMS/ PMSP; NASF – Brasilândia; Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras drogas do Ministério da Saúde; Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde; CAPS Itapeva, Estratégia Saúde da Família – Jardim de Abril; Ambulatório de Especialidades de Pinheiros; Coordenação da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo; e Coordenação da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo), além de integrantes do MPASP (veja a agenda completa abaixo).

O MPASP acredita que há necessidade de aproximação com os gestores de saúde para aperfeiçoamento e implantação de políticas públicas a partir do que acontece no dia a dia dos serviços de saúde. O diálogo entre os profissionais da ponta e os gestores é decisivo em um campo tão complexo e torna necessária a interlocução entre diferentes áreas técnicas, práticas de atendimento e referências que as subsidiam teóricamente, entre elas a psicanálise.

“Os serviços de saúde do município de São Paulo que atendem crianças com patologias graves estão fragmentados e os profissionais envolvidos realizam suas ações de forma isolada, de acordo com os recursos disponíveis”, afirma Adela Stoppel de Gueller, do Grupo Gestor do MPASP e uma das organizadoras do Vozes do SUS. Esta realidade é distinta em cada território e equipamentos – Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf), Centros de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi), Unidades Básicas de Saúde (UBS), Equipes de Saúde da Família (ESF), Núcleos Integrados de Reabilitação (NIR), Centros de Convivência e Cooperativa (CECCO), Núcleo de Apoio à Atenção Básica (NAAB) e outros equipamentos conveniados do SUS.

“A proposta do MPASP é trabalharmos em rede interinstitucional, compartilhando o que o tratamento psicanalítico de pessoas com autismo, na esfera pública e particular, ensinou-nos ao longo dos anos. Assim poderemos avançar na implementação de dispositivos públicos de tratamento que considerem a complexidade clínica e social que esse quadro exige – sustentando o diálogo interdisciplinar e a pluralidade de concepções científicas”, afirma Julieta Jerusalinsky, do Grupo Gestor do MPASP, que também participa da organização do evento.

O MPASP espera que o Encontro Vozes do SUS: atendimento de crianças em sofrimento psíquico seja o primeiro de uma série, a ser replicado em outras cidades do Brasil, com o objetivo de ampliar cada vez mais o debate entre os profissionais da rede pública e os gestores.

ENCONTRO VOZES DO SUS: atendimentos de crianças em sofrimento psíquico

Programação:

9:30h: Inscrição

10h: Abertura

Adella Stoppel de Gueller (MPASP/Instituto Sedes Sapientiae)

10:30h – Mesa 1

Jorge Fouad Maalouf (CAPS Infantil da Mooca SMS/ PMSP)

Luana Amancio (NASF – Brasilândia)

Bianca Cortes – Representante da Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras drogas do Ministério da Saúde.

Vera Mendes – Coordenadora da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde

Coordenação: Maria Lucia Gomes Amorim (MPASP/Caps Itapeva/Sociedade de Psicanálise) e Juliana Mori (MPASP/CRIA)

12h:Debate

13h: Almoço

14h – Mesa 2

Luciano Nader e Ana Paulo Andreótti (Estratégia Saúde da Família – Jardim de Abril)

Denise Maria Cardoso Cardellini (Ambulatório de Especialidades de Pinheiros)

Myres Cavalcanti (Coordenação da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo).

Sandra Maria Vieira Tristão de Almeida (Coordenação da Área Técnica de Saúde da Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo).

Coordenação: Maria Eugênia Pesaro  (MPASP/Lugar de Vida) e Mira Wajntal (MPASP/Instituto Sedes Sapientiaie)

16h – Debate

17h – Encerramento

Julieta Jerusalinsky (MPASP/NEPPC/APPOA)

Comissão organizadora MPASP: Ada Morgenstern, Adela Stoppel de Gueller, Daniela Taulois, Juliana Mori, Julieta Jerusalinsky, Maria Lucia Gomes de Amorim, Mira Wajntal e Rogéria Brandani.

MOVIMENTO PSICANÁLISE, AUTISMO E SAÚDE PÚBLICA – MPASP

O MPASP acredita que o atual cenário político do país se coloca como favorável em relação às políticas públicas de saúde mental e saúde para pessoas com deficiência, tanto pela disponibilidade do governo federal em implementá-las, pelo diálogo com os representantes da sociedade civil, como  pela organização da sociedade civil para participar desse diálogo. Por essa razão, representantes do Movimento têm feito contato com várias esferas do governo, com o intuito de colaborar e de compartilhar os avanços da abordagem psicanalítica no atendimento a pessoas com autismo. Em audiência realizada com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o MPASP assumiu o compromisso de apoiar o Ministério no trabalho de articulação das duas propostas e campos – saúde mental e saúde para pessoas com deficiência para o atendimento dos autistas no SUS, no Comitê Nacional de Assessoramento para Qualificação da Atenção à Saúde das Pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo, instituído pelo Ministério da Saúde (PORTARIA No- 962, DE 22 DE MAIO DE 2013).

Para a Psicanálise, uma das questôes centrais, na criança com autismo, está nos problemas na relação com os outros. Cabe ao psicanalista, junto com outros profissionais de uma equipe interdisciplinar, descobrir o modo singular de se relacionar da pessoa com autismo para que seja possível oferecer nosso mundo a essas crianças. Para a Psicanálise, o tratamento parte da escuta das aberturas e fechamentos singulares que cada criança apresenta, dando especial atenção à subjetividade de cada criança. Diversos serviços têm a psicanálise como eixo teórico que permeia uma clínica interdisciplinar que envolve psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, assistente social, enfermeiro e outros profissionais.

O trabalho clínico psicanalítico abre inúmeras possibilidades para que a pessoa com autismo possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir para uma sociedade humana; e auxilia os pais a se reposicionarem em relação aos filhos e à sociedade. A psicanálise não quer reduzir o trabalho clínico a moldar crianças a modelos socialmente toleráveis. O que interessa é a criança que usufrui a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e a percorrer.

O MPASP apoia, entre outros pontos, o direito que as famílias de pessoas com autismo devem ter de escolher as abordagens de tratamento para seus filhos; a pluralidade e o debate científico e metodológico das abordagens de tratamento; e a adoção de políticas públicas na área da saúde, educação e assistência social capazes de ampliar o campo de detecção e intervenção precoce.

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